quinta-feira, 30 de junho de 2011

Bolo de velulo vermelho e baunilha para o João

Manias que surgem depois de ver o Cake Boss... Fiquei com vontade de fazer um bolo de veludo vermelho. Procurei receitas e acabei por me decidir pela receita de bolo de chocolate que faço habitualmente, acrescentando apenas corante vermelho.

Dividi a massa por três formas iguais. Quando saíram do forno, os bolos estavam tão baixinhos (talvez o corante tire a fofura do bolo... Talvez seja por isso que recomendam desfazer o fermento em vinagre, coisa que não cumpri!) que achei melhor fazer outro bolo, desta vez de baunilha. A massa foi vertida numa só forma e, depois de arrefecer, cortei o bolo em duas metades. Tudo para reduzir o trabalho de ter de lavar mais uma forma.

O creme é de mascarpone - bastou comprar o queijo e adicionar uma gema e açúcar em pó. Creme e morangos cortados em cada camada et voilá!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Biscoitos de mel e limão

Para pôr fim a uma curto período de infelicidade causado por uma digestão mal feita que me levou a ficar cara a cara com a grande Porcelana Branca e consequente cuidado com os alimentos ingeridos, decidi fazer uns biscoitos de mel e limão para imitar os que costumo comprar na Sabores e Delícias das Colinas do Cruzeiro.

Uma busca rápida no google levou-me à base da receita, que alterei (como quase sempre altero as receitas).

320gr farinha
160gr margarina
1 ovo
mel, a olho
fermento, a olho
20gr açúcar mascavado escuro
80gr açúcar amarelo
casca raspada e sumo de meio limão

Misturei tudo garantindo que a margarina, trabalhada a temperatura ambiente, ficasse bem integrada na mistura. Com a ajuda de uma colher de sopa, pus a massa no tabuleiro forrado a papel vegetal - deu para 18 biscoitos. Espalmei a massa (que não fica estendível, mas sim muito pegajosa) com a ajuda de um garfo enfarinhado para ficar com uma forma mais arredondada. Pus no forno a 200º e tirei assim que vi o fundo ficar dourado.

São muito bons mas nem vale a pena pôr aqui uma foto porque não primam pela beleza - alas não se pode ter tudo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Broas de Erva Doce

Novembro. Numa pequena vila - ou será aldeia, ou povoado, ou lugar, ou lugarejo? - miúdos batem à porta e gritam nas suas vozes estridentes e ansiosas: Pão-por-Deus! 

É verdade que este pedido se traduzia em doçaria variada e até em moedinhas para os miúdos conhecidos. Mas o que eu gostava mesmo nessa tradição era da broa. Um pouco como a tradição das rabanadas no Natal, toda a gente dava broas de Todos os Santos a toda a gente. Troca por troca, no final do dia cada um tinha mais ou menos a quantidade com que tinha começado.

Quando vejo rabanadas lembro-me sempre de um episódio de Natal de uma série portuguesa (possivelmente da época do Duarte e Companhia), em que havia uma mulher que trabalhava numa oficina. A actriz até é conhecida, loira... Mas só me consigo lembrar da Ivone Silva e não é ela! Enfim... Tanto lhe ofereceram rabanadas que no final havia uma pirâmide. Zoom out e lá estava o Coro de Santo Amaro de Oeiras a cantar A Todos um Bom Natal. Ou será que era simplesmente um programa especial de Natal e não uma série? Que frustração não me lembrar!

Mas voltemos às broas. Tinha ali pinhões e apetecia-me trincar qualquer coisa (doce mas não demasiado)... Depois de alguma luta interna, decidi-me por broas e fui à caça de uma receita. Adaptei daqui e voilá:

250gr farinha
125gr açúcar amarelo
1 ovo
1 colher de sopa de óleo
fermento qb
leite qb
canela, noz moscada, cravinho, erva doce e raspa de limão a gosto
pinhões




segunda-feira, 2 de maio de 2011

Biscoitos de manteiga de amendoim

Comprei a manteiga de amendoim no mesmo dia que comprei as tâmaras, na expectativa de experimentar fazer biscoitos de manteiga de amendoim, que me invadem o palato do imaginário dia sim dia sim.

Vi várias receitas e acabei por experimentar uma da Nigella só porque tinha menos quantidades de cada ingrediente, o que permitia ter poucos biscoitos (ou seja, se corresse mal não me custaria tanto deitar fora).

Claro que introduzi duas pequenas alterações - dei um toque de extracto de baunilha e... pepitas de chocolate!

Não é uma receita extraordinária por isso, para a próxima, experimento a do site da Vaqueiro, que não fiz desta vez porque me pareceu ter demasiada margarina... Já é a segunda vez que a Nigella me induz em erro - primeiro com a tarte de ruibarbo e agora com os biscoitos. Começo a pensar que não tem muito jeito para a cozinha e que o seu sucesso se deve somente aos sons orgásticos que emite cada vez que come qualquer coisa, particularmente doces.

Mas avante...

75gr de açúcar amarelo (queria pôr mascavado mas só tinha granulado, que não ia resultar; e mascavado escuro que é demasiado forte)
50gr de manteiga de amendoim
50gr margarina
1 ovo
100gr farinha, e mais um pouco para moldar
1 colher de chá de extracto de baunilha
pepitas de chocolate


Bati todos os ingredientes menos a farinha e as pepitas com a ajuda da batedeira eléctrica. Depois juntei os ingredientes que sobraram, misturando tudo, e pus no frigorífico durante uma hora.

Moldei pequenas bolinhas que depois marquei com um garfo.

E quase me esqueci dos bolinhos enquanto preparava o tempero para um pato. Deveria ter ficado dois minutos a menos (portanto, só 10!) a temperatura 190º.

São bons, não são extraordinários. Quem conhecer uma receita imbatível que se acuse!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bolo para a Rita e para a Maria

Parece que Sticky Toffee Pudding, ou Sticky Date Pudding, é muito apreciado no Reino Unido e no outro dia recebi uma sugestão para fazer este bolo.

Passo número 1: comprar tâmaras. Ontem, quando saí do trabalho, fui em expedição para a baixa e parei na Manteigaria Silva - na altura apinhada de estrangeiros a provar vinhos, acompanhados por um jovem guia português. Comprei a qualidade mais barata porque se trata de uma experiência. As tâmaras estavam a 3,80€ o quilo enquanto as tâmaras naturais de Israel estavam a 14€! Depois segui para o El Corte para comprar açúcar mascavado - é caro mas dá um sabor muito diferente aos bolos, a lembrar alcaçuz - Whitworths Dark Brown Soft Cane Sugar.

Segui esta receita com algumas alterações.

Comecei por cozinhar 180gr de tâmaras com 300ml de água e uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Mas não me lembrei da importância de seguir os tempos indicados na receita. Em vez de 4 minutos deixei ficar 10 e saiu dali um produto preto esverdeado que, just in case, descartei.

O que se pretende é isto:

E não isto (!):

Passei a varinha mágica só para obter uma mistura mais suave. Numa taça misturei 160gr de açúcar mascavado (talvez experimente mascavado claro para a próxima), 50gr de margarina e dois ovos. Seguiram-se as tâmaras com o seu líquido, uma colher de sopa de cachaça e 180gr de farinha com fermento. Adicionei também um bocadinho de canela, cravinho e noz moscada.

Foi ao forno aquecido a 180º durante 45 minutos e, enquanto arrefeceu numa grelha, fiz o molho. 90gr de açúcar, 25gr margarina num tachinho em lume brando - adicionando depois 200ml de natas.


Um bolo muito forte, diferente e interessante e que só se consegue comer (pelo menos eu e pelo menos o meu) em pequenas quantidades.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bolinhos de batata doce com pepitas de chocolate

São bolinhos, não são bolachas, porque a falta de paciência não me permitiu obter a consistência certa...

Vi algumas receitas na internet, sempre com medidas americanas (que irritação!) que me obrigam a fazer contas, ou demasiado simples, ou demasiado complexas. Portanto, inventei e as invenções nem sempre saem como o previsto. Estragou o tema do dia, "bolachas", portanto alterei para "bolaria".

Ingredientes:


Cozi três batatas doces pequenas, e depois de arrefecerem ligeiramente tirei-lhes a pele.  Esmaguei-as com um garfo. Depois adicionei um ovo e bati tudo tentando obter uma pasta homogénea.

Adicionei 4 colheres de sopa de açúcar - usei branco mas seria melhor mascavado fino, que não tinha em casa. O melhor é ir provando para ver se está doce o suficiente porque depende um pouco da batata. Seguiram-se 10 colheres de sopa de farinha (comecei com 6 e depois fui aumentando à medida que achei ser necessário) e um pouco de fermento em pó que me lembrei a meio do processo, daí não aparecer na foto!

30 gr de margarina, noz moscada e canela a gosto... e PEPITAS DE CHOCOLATE - imprescindível :) Se não houver pepitas, não é grave - corta-se um pouco de chocolate preto.

Usando um pouco de farinha, formei pequenas bolinhas e foi ao forno a 190º.

Depois de 20 minutos (ir espreitando e tirar antes de o fundo queimar), cá estão eles!

Bolachas de chocolate e Frangelico

Dia de bolachas!

Para a segunda fornada usei como referência a receita de bolachas de chocolate do Pantagruel - mas só mesmo para ter noção das quantidades. Porque não tem nada a ver :)

110 gr farinha
60 gr açúcar
40 gr margarina fria
fermento em pó, a olho
cacau em pó, até a cor me agradar (se se usar chocolate em pó, retirar o açúcar)
Frangelico, até me cheirar bem a avelã



Comecei a misturar e não parecia ir a lado nenhum. Os ingredientes secos não ligavam com a margarina. Mas contive-me e decidi continuar a amassar. Resultou! Estendi a massa, usei uma chávena de café para moldar as bolachas...

E, claro, como sempre - para terminar - deixei arrefecer numa grelha para bolos.