segunda-feira, 2 de maio de 2011

Biscoitos de manteiga de amendoim

Comprei a manteiga de amendoim no mesmo dia que comprei as tâmaras, na expectativa de experimentar fazer biscoitos de manteiga de amendoim, que me invadem o palato do imaginário dia sim dia sim.

Vi várias receitas e acabei por experimentar uma da Nigella só porque tinha menos quantidades de cada ingrediente, o que permitia ter poucos biscoitos (ou seja, se corresse mal não me custaria tanto deitar fora).

Claro que introduzi duas pequenas alterações - dei um toque de extracto de baunilha e... pepitas de chocolate!

Não é uma receita extraordinária por isso, para a próxima, experimento a do site da Vaqueiro, que não fiz desta vez porque me pareceu ter demasiada margarina... Já é a segunda vez que a Nigella me induz em erro - primeiro com a tarte de ruibarbo e agora com os biscoitos. Começo a pensar que não tem muito jeito para a cozinha e que o seu sucesso se deve somente aos sons orgásticos que emite cada vez que come qualquer coisa, particularmente doces.

Mas avante...

75gr de açúcar amarelo (queria pôr mascavado mas só tinha granulado, que não ia resultar; e mascavado escuro que é demasiado forte)
50gr de manteiga de amendoim
50gr margarina
1 ovo
100gr farinha, e mais um pouco para moldar
1 colher de chá de extracto de baunilha
pepitas de chocolate


Bati todos os ingredientes menos a farinha e as pepitas com a ajuda da batedeira eléctrica. Depois juntei os ingredientes que sobraram, misturando tudo, e pus no frigorífico durante uma hora.

Moldei pequenas bolinhas que depois marquei com um garfo.

E quase me esqueci dos bolinhos enquanto preparava o tempero para um pato. Deveria ter ficado dois minutos a menos (portanto, só 10!) a temperatura 190º.

São bons, não são extraordinários. Quem conhecer uma receita imbatível que se acuse!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bolo para a Rita e para a Maria

Parece que Sticky Toffee Pudding, ou Sticky Date Pudding, é muito apreciado no Reino Unido e no outro dia recebi uma sugestão para fazer este bolo.

Passo número 1: comprar tâmaras. Ontem, quando saí do trabalho, fui em expedição para a baixa e parei na Manteigaria Silva - na altura apinhada de estrangeiros a provar vinhos, acompanhados por um jovem guia português. Comprei a qualidade mais barata porque se trata de uma experiência. As tâmaras estavam a 3,80€ o quilo enquanto as tâmaras naturais de Israel estavam a 14€! Depois segui para o El Corte para comprar açúcar mascavado - é caro mas dá um sabor muito diferente aos bolos, a lembrar alcaçuz - Whitworths Dark Brown Soft Cane Sugar.

Segui esta receita com algumas alterações.

Comecei por cozinhar 180gr de tâmaras com 300ml de água e uma colher de sopa de bicarbonato de sódio. Mas não me lembrei da importância de seguir os tempos indicados na receita. Em vez de 4 minutos deixei ficar 10 e saiu dali um produto preto esverdeado que, just in case, descartei.

O que se pretende é isto:

E não isto (!):

Passei a varinha mágica só para obter uma mistura mais suave. Numa taça misturei 160gr de açúcar mascavado (talvez experimente mascavado claro para a próxima), 50gr de margarina e dois ovos. Seguiram-se as tâmaras com o seu líquido, uma colher de sopa de cachaça e 180gr de farinha com fermento. Adicionei também um bocadinho de canela, cravinho e noz moscada.

Foi ao forno aquecido a 180º durante 45 minutos e, enquanto arrefeceu numa grelha, fiz o molho. 90gr de açúcar, 25gr margarina num tachinho em lume brando - adicionando depois 200ml de natas.


Um bolo muito forte, diferente e interessante e que só se consegue comer (pelo menos eu e pelo menos o meu) em pequenas quantidades.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Bolinhos de batata doce com pepitas de chocolate

São bolinhos, não são bolachas, porque a falta de paciência não me permitiu obter a consistência certa...

Vi algumas receitas na internet, sempre com medidas americanas (que irritação!) que me obrigam a fazer contas, ou demasiado simples, ou demasiado complexas. Portanto, inventei e as invenções nem sempre saem como o previsto. Estragou o tema do dia, "bolachas", portanto alterei para "bolaria".

Ingredientes:


Cozi três batatas doces pequenas, e depois de arrefecerem ligeiramente tirei-lhes a pele.  Esmaguei-as com um garfo. Depois adicionei um ovo e bati tudo tentando obter uma pasta homogénea.

Adicionei 4 colheres de sopa de açúcar - usei branco mas seria melhor mascavado fino, que não tinha em casa. O melhor é ir provando para ver se está doce o suficiente porque depende um pouco da batata. Seguiram-se 10 colheres de sopa de farinha (comecei com 6 e depois fui aumentando à medida que achei ser necessário) e um pouco de fermento em pó que me lembrei a meio do processo, daí não aparecer na foto!

30 gr de margarina, noz moscada e canela a gosto... e PEPITAS DE CHOCOLATE - imprescindível :) Se não houver pepitas, não é grave - corta-se um pouco de chocolate preto.

Usando um pouco de farinha, formei pequenas bolinhas e foi ao forno a 190º.

Depois de 20 minutos (ir espreitando e tirar antes de o fundo queimar), cá estão eles!

Bolachas de chocolate e Frangelico

Dia de bolachas!

Para a segunda fornada usei como referência a receita de bolachas de chocolate do Pantagruel - mas só mesmo para ter noção das quantidades. Porque não tem nada a ver :)

110 gr farinha
60 gr açúcar
40 gr margarina fria
fermento em pó, a olho
cacau em pó, até a cor me agradar (se se usar chocolate em pó, retirar o açúcar)
Frangelico, até me cheirar bem a avelã



Comecei a misturar e não parecia ir a lado nenhum. Os ingredientes secos não ligavam com a margarina. Mas contive-me e decidi continuar a amassar. Resultou! Estendi a massa, usei uma chávena de café para moldar as bolachas...

E, claro, como sempre - para terminar - deixei arrefecer numa grelha para bolos.



... und keine Eier

Dia de férias. Televisão, limpezas e cozinhados.

Tive uma vontade súbita de fazer bolachas e comprei pepitas de chocolate. Na busca de uma boa receita, folheei a  Saberes & Sabores, que tem receitas muito apelativas (ou tinha, quando assinava a revista). Mas surgiu outra receita interessante pelo caminho e, como tinha os ingredientes, resolvi experimentar.

Como quero fazer mais do que um tipo de bolachas, fiz metade da receita

Saberes & Sabores, nº 160 (Junho 2007)

Bolachinhas de sésamo preto com laranja
350 gr farinha
100 gr açúcar (+ o necessário para moldar as bolachas)
sal
200 gr Vaqueiro
4 colheres de sopa de sementes de sésamo preto
1 laranja média ( cerca de 1 dl de sumo)

Ligar o forno a 180º.
Misturar a farinha, o açúcar e uma pitada de sal. Adicionar a margarina fria aos pedaços e ligar até ficar com uma textura tipo areia. Adicionar a raspa da laranja e as sementes de sésamo e misturar rapidamente. Adicionar o sumo da laranja. Polvilhar a bancada com açúcar, estender a massa e cortar na forma que se quiser.
Coze em cima de uma folha de papel vegetal durante 15 minutos.


domingo, 10 de abril de 2011

Spaghettoni com Camarões e Rúcula

Fiz um lombo de porco ontem que me vai durar quatro ou cinco refeições - nada melhor para poupar dinheiro do que comprar grandes pedaços de carne em vez de bifinhos... Para não enjoar, decidi fazer qualquer coisa diferente para o jantar.

Primeiro, preparei o camarão congelado, descascando-o e tirando o veio. Depois, fervi uma panela com água e sal para o spaghetonni fresco. Aqueci uma frigideira com azeite de alho e deitei lá para dentro um pouco de gengibre fresco ralado. Fritei os camarões, adicionando uma pitada de sal e piripiri. O Chivas Regal sente-se sozinho porque ninguém o bebe, portanto decidi dar azo ao meu samaritanismo - uma dose simpática para cima dos camarões, que incendiei logo de seguida.

Escorri o spaghettoni e temperei-o com azeite para não colar. Em cada prato, algumas folhas de rúcula. Depois a massa, depois os camarões, depois os pinhões.

Estimativa para duas pessoas:
Camarão (8 para cada um): 4,96€
Rúcula: 0,40€
Spaghettoni Pingo Doce - massa fresca: 0,79€
Pinhões: 0,80€
Gengibre: 0,01€
Azeite: 0,10€
Piripiri: 0,05€
Água para fervura, sal, whisky: ??

Nada mau, menos de 4 euros por uma refeição apetitosa!

sábado, 9 de abril de 2011

Bolo de limão e sementes de papoila

O Starbucks tem um bolo que em teoria é fantástico: bolo de limão com sementes de papoila. Infelizmente, pré-fatiado, tende a secar e a ficar rijo à superfície.

Há muito tempo que tenho em mente fazer um bolo destes, mas os outros (chocolate, cenoura, laranja) acabam por se sobrepor.

Mas hoje fui à procura da receita. Pesquisei em todas as revistas da Vaqueiro que tenho, no livro das Donas de Casa Desesperadas, em blogs. E depois decidi não complicar. Peguei na receita de bolo de chocolate do que fiz para o aniversário do meu irmão e mudei-a um pouco.

4 ovos
250gr açúcar amarelo
sumo de um limão médio
125gr margarina derretida
250gr farinha sem fermento
1 colher de sopa de fermento
1 colher de sopa de sementes de papoila

Et voilà!