domingo, 4 de novembro de 2018

Arroz doce vegan

[Esta receita é adequada a quem evita:
- Ovos
- Proteína de leite de vaca
- Frutos de casca rija
- Amendoim
- Milho]


Hoje fiz um arroz doce vegan! E um pouco diferente...

Cozi cerca de 250 gramas de arroz Saludães Especial Arroz Doce em 700ml de água, com uma pitada de sal, um pau de canela e uma estrela de anis.


Depois de a água evaporar, adicionei um pacote de 200ml de leite de coco, 160 gramas de açúcar (metade açúcar amarelo, metade açúcar branco) e 5 gotas de óleo essencial de laranja. Também poderia ter posto o tradicional limão, mas quis ser diferente hoje!

O leite de coco é da marca Ayam, mas podia ser outro. O óleo é da Young Living - óleos de excelente qualidade com a garantia "Seed to Seal" (se quiserem experimentar estes óleos, eu compro-os aqui:
https://www.facebook.com/oilsloves/) 

O resultado final é muito saboroso e diferente. Não sinto falta do arroz doce tradicional com leite de vaca e ovos!




domingo, 16 de setembro de 2018

E bolos!

[Esta receita é adequada a quem evita:
- Ovos
- Proteína de leite de vaca
- Frutos de casca rija
- Amendoim
- Milho]


Esta semana ofereceram-me bombons. Neuhaus.

Se forem a Dezembro de 2010 neste blog, vão perceber a paixão que tenho por Neuhaus. São 4 posts só a descrever bonbons.

Isto tornou ainda mais penoso não lhes poder tocar por 1) terem proteína de leite de vaca e 2) terem cacau que, de qualquer modo, exarceba a libertação de histaminas. Ofereci-os sem sequer abrir a caixa. Mas custou. Fiquei ali a pensar neles, a pensar se teria o Astrid...

Enfim, fiquei aguada e seguiu-se uma ida ao supermercado para comprar bananas.

Disclaimer: a receita de hoje não é saudável.

- Triturei 3 bananas pequenas com 1 chávena de café de água morna
- Adicionei quase 1 caneca de chá de açúcar
- E depois 1 caneca bem cheia de farinha
- Mais 4 colheres de sopa de farinha de alfarroba (pode ser mais ou menos, é o que houver no pacote, sem exagerar)
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio com um poucochinho de cremor tártaro
- 1 "ovo" de linhaça (ou seja, uma parte de linhaça para duas partes de água - deixar repousar uns minutos)
- 1 fio de óleo de girassol

Forno a 180º, cerca de 20 minutos. É espetar o palito e, quando sair seco, já está.

Tcharã!



sábado, 8 de setembro de 2018

Bolachas!

Uma pessoa "normal" abre facilmente um pacote de bolachas quando lhe apetece algo doce (e pouco saudável). Eu tenho poucas opções. Até agora descobri duas bolachas comerciais sem ovos, sem leite, sem frutos de casca rija ou amendoins, ou óleo ou amido de milho: as Lotus Biscoff e as McVitie's Ginger Nuts.



São boas? São. Mas não apetecem frequentemente porque têm um sabor forte e pronto... Não era bem aquilo.

Por isso, faço em casa bolachinhas. Para ter alguma variedade. A minha inspiração parte sempre das bolachas de canela do blog Criar Comer Crescer. São muito boas e fáceis de fazer.

Hoje fiz bolachas a partir desta ideia, mas bastante menos saudáveis :P

Ora foram:
- 200gr de farinha de trigo tipo 55
- 50gr de açúcar amarelo
- 1 colher de sopa rasa de canela
- 60gr de óleo de coco
- cerca de 4 colheres de sopa de puré de maçã

O puré de maçã foi um bocadinho a olho, até conseguir amassar e obter uma boa textura.

Quando se tem crianças com idade para ajudar na cozinha, será divertido usar moldes com bonecos e fazer do momento uma actividade de família. Mas eu  ainda não cheguei aí e quero despachar isto, porque quero é comer as bolachas, de modos que estendo a massa com um rolo em cima de papel vegetal, tranfiro o papel vegetal para o tabuleiro e corto rapidamente com uma faca.




8 minutos no forno (estava a 200 graus, por estar a fazer outras coisas, por isso baixem para 180 e deixem 10 minutos) e pronto. Claro que um par de horas depois já não havia nada. Mas tenham calma que isto também não dá para muito.


domingo, 19 de agosto de 2018

Ovos não! Puré de maçã!

Ser mãe traz muitas surpresas, e uma delas foi as várias alergias alimentares do bébé. O que como passa para o leite materno, e por isso tive de reajustar a minha dieta e fazer evicção total de várias coisas para que o bébé não fique doente e para que tenha as melhores hipóteses de ultrapassar estas alergias. Comer fora de casa tornou-se um verdadeiro desafio. São várias as perguntas que tenho de fazer até poder comer num restaurante. Os que dizem não ter a certeza, ou que se limitam a dizer "em princípio não tem" sem confirmarem com a cozinha ficam fora da minha lista pessoal de restaurantes autorizados.

A culpa foi minha. Pedi ao Universo para que eu voltasse à minha forma física pré-gravidez rapidamente, mas não entrei em mais detalhes. De modos que o Universo achou que o melhor era obrigar-me a fazer uma dieta rigorosa e inventou estas alergias porque, certamente, seriam a única forma de cumprir a dieta. 


OVOS
Não posso comer ovos nem nada que tenha ou possa ter vestígios de ovos. Logo, não posso comer bolos, massas, molhos tais como maionese, alguns gelados...

PROTEÍNA DO LEITE DE VACA
Não posso comer lacticínios nem nada com vestígios. A proteína dos leites de cabra e ovelha têm estruturas semelhantes, por isso também não consumo. Isto inclui o evidente - leite, iogurte, queijo, manteiga - e o não evidente, que se esconde nos rótulos. As margarinas vegetais têm soro de leite, assim como os sorvetes comerciais. Os aperitivos de batata. O fermento em pó Royal. Alguns pães - e devido à contaminação cruzada só como certos tipos de pão e não consumo pão no café da esquina porque não sei de onde vem.

FRUTOS DE CASCA RIJA e AMENDOINS
Não posso comer frutos de casca rija e amendoins nem nada com vestígios. Isto inclui bolachas, biscoitos, leites vegetais (sendo necessário confirmar com a marca se um leite de arroz pode ter vestígios de leite de amêndoa), algumas marcas de cacau em pó...

PÊSSEGO
Não posso comer pêssego e afins (nectarinas, alperces) nem nada com vestígios. Isto inclui sumos de fruta empacotados multi-frutos e as saladas de fruta nos restaurantes.

MILHO
Não posso comer  milho nem nada com vestígios. Tortitas de milho, tortilhas mexicanas, pipocas. Também inclui óleo de milho, presente no óleo Fula e outros de mistura, e amido de milho, presente nos fermentos em pó.


Certamente que já consumi vestígios destas coisas sem saber, mas felizmente não fez mal ao bébé. E sou uma sortuda por, no caso dele, não se tratar de uma alergia ao ponto de ter um choque anafilático. 

Nunca sabemos a que são alérgicas as crianças, por isso é essencial não oferecer comida sem autorização dos pais.


A necessidade cria o engenho e tenho feito algumas experiências, para além de seguir receitas de blogs como o Criar Comer Crescer, que tem uma receita de bolachas de canela espectacular, que vou fazendo com modificações para ter bolachas diferentes (por exemplo, alfarroba em vez de canela).

O que mais tenho feito são bolos com puré de maçã em vez de ovos. Funciona muito bem. Não tenho tomado nota das quantidades certas usadas em cada receita mas o importante é:
- usar bicarbonato de sódio + cremor tártaro como agente levedante (para evitar o amido de milho dos fermentos para bolos)
- usar um bocadinho de óleo de girassol, tendo em atenção que é mesmo pouco se não o bolo fica gorduroso
- pôr um pouco de água
- a textura da massa tem de ser espessa


Aqui temos os queques de alfarroba, e o bolo/queques de maçã. No dia em que eu conseguir recriar as receitas e ainda tomar nota das quantidades, aviso!







sábado, 15 de julho de 2017

Não é a maneira mais saudável de comer quark, bem sei. So what?  :) 

Bati uma embalagem de quark do Aldi com um bom bocado de manteiga de amendoim (100% amendoim, que se encontra em lojas online tais como a MyProtein e a Bulk Powders). Adicionei cerca de 4 colheres de sopa de açúcar fino, o mesmo de farinha e um pouco de fermento. Depois, 2 ovos. 

Depois de dividir pelas formas de queque, derreti duas filas de chocolate de cozinha e pus uma colher em cima de cada forma. Com um palito misturei levemente. 

Fica fofinho, pouco doce e delicioso. Fica, basicamente, um cheesecake cozido do tipo americano. 



sexta-feira, 9 de junho de 2017

Bolo de pistácio

Olhar para o armário, ver o que há e pensar num bolo para fazer.

Triturei cerca de 15 tâmaras num pouco de água quente, para formar uma pasta. Com algum esforço, misturei bem com manteiga de pistácio. Não sei quanto pus, mas foi muito - cobriu o fundo da taça. Juntei 3 gemas de ovos, 3 colheres de sopa de farinha e bicarbonato de sódio. Finalmente, envolvi as claras batidas em castelo.

Super fofinho e doce qb!


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Brownies de beterraba

Estar em casa, doente, não é só desvantagens. Claro que estar zonza de não conseguir dormir mais do que 20 minutos seguidos, espirrar 6 vezes seguidas, acabar com uma caixa de lenços numa tarde etc. é chato. Mas, vá, dá para fazer uma máquina de loiça e outra de roupa e ainda ter tempo para fazer um docinho sem grandes culpas.

- Triturei 12 tâmaras e 1/2 beterraba (que assei previamente no forno, embrulhada em prata)
- Juntei farinha de amêndoa a olho
- Juntei uma colher de farinha de trigo e fermento (só porque me pareceu líquido ainda)
- Cacau em pó
- 1 ovo
- Pepitas de chocolate

That's all, folks!


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Queques rápidos de banana


Uns queques, quase soufflés, que me vão dar para o pequeno-almoço e para o lanche...


- 150 gramas de claras de ovo (eu uso as claras líquidas pasteurizadas da marca Dovo, quando não quero usar ovos inteiros e desperdiçar gemas!)
- 1 banana (cerca de 130 gramas)
- 50 gramas de aveia
- 2 colheres de chá de açúcar de coco

Microondas 3 minutos.


Detalhes nutricionais, cortesia Lifesum:




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pequeno-almoço rápido

Demora mais tempo escrever este texto do que fazer esta panqueca. E nem estou a brincar. O tempo que demorei a ir buscar o telemóvel, tirar fotografia, enviar para o email, guardar, vir ao blog e escrever -- já tinha feito e comido a panqueca.

Pequeno-almoço rápido:
- um ovo
- 15 gramas de farinha de amaranto

Amaranto foi o que usei hoje, mas podia ser...
- Trigo sarraceno
- Farinha de coco (engrossa muito, 10 gramas devem chegar)
- Farinha de amêndoa
- Linhaça
- Outra de que se lembrem

Evito farinha de trigo, porque trigo já comemos todos mais do que o suficiente no dia-a-dia e assim sempre se varia a dieta um pouco. Uma das vantagens de fazer dietas temporárias sem gluten é habituarmo-nos a usar ingredientes diferentes!

É só pôr numa tigela, misturar com um garfo e atirar para a frigideira. Também funciona meter simplesmente a tigela no microondas durante um minuto - mas fica melhor na frigideira.

Done.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Brownie de feijão preto



Demolhei feijão preto e pensei em formas criativas de consumir mais leguminosas. É evidente que podia ter pensado em coisas realmente saudáveis - por exemplo uma salada fria de feijão com tomate, coentros, pimentos... Mas estes pensamentos saudáveis surgem(-me) sempre depois dos não-saudáveis. "Eu é mais bolos."

Mas pronto, vá, vamos lá fazer um doce mais saudável do que o costume.

Em Portugal até há uma boa tradição de sobremesas com leguminosas. As azevias de grão ou as queijadas de feijão são bons exemplos. Como já tinha visto algures no YouTube ou no Instagram ou no Facebook um doce com feijão preto, decidi experimentar. E inventei porque não encontrei a receita que queria.

Não sei as quantidades que usei. Foi a olho até obter uma boa textura.

- Feijão preto (meio pacote demolhado durante 12 horas, e cozido em panela de pressão sem sal)
- 3 ovos
- pasta de tâmaras (meio frasco, talvez... 150 gramas?) amolecida em água quente
- aveia sem gluten (hummmm... 150 gramas??)
- 1 tablete de chocolate de culinária derretida com 1 colher de sopa de óleo de coco e um "splash" de leite vegetal
- fermento

Depois ainda tive um pensamento mais pecaminoso e adicionei uma cobertura de chocolate.

Mas pronto. Nem tudo está perdido. Não tem açúcar refinado sem ser o que está no chocolate. E sempre como leguminosas. Certo??

Fica delicioso e é muito difícil comer um só quadradinho.

**sigo para o ginásio**

domingo, 17 de maio de 2015

Eh pá... Mas não me apetece sopa...

Há muitas vantagens em receber cabazes de legumes e frutas em casa - no meu caso do Mercado Saloio. A desvantagem é que nem sempre apetece comer o que há.

Desta vez veio o agrião e só costumo fazer uma coisa com ele, sopa. Com este calor, não apetece. Fui ao Youtube ver receitas e só me apareciam bolos de agrião e, como estou a abusar nos gelados, achei que era melhor não engolir mais açúcar.

Lembrei-me então de fazer uma farinata com agrião. Segui a receita do blog Food Wishes (altamente recomendável, que mais não seja pelo humor do Chef John) que já fiz algumas vezes antes só que em vez de juntar só a água, triturei agrião com a água (fiz a olho, mas acho que adicionei um bocadinho mais do que diz na receita) antes de juntar a mistura à farinha de grão e de mexer tudo muito bem com um batedor de varas.

Fica muito bom e sempre é uma maneira diferente de comer vegetais!

"And, as always, enjoy!"



domingo, 26 de abril de 2015

A experiência sem trigo

Há uns anos, andei a ler uns artigos e decidi experimentar cortar no glúten. Não consegui cortar, mas reduzi e soube logo que seria mais fácil perder peso - que mais não fosse por não comer pão, bolachas e massas como se não houvesse mais nada para comer no mundo. Mas desisti de fazer o esforço.

Anos depois, novamente com peso a mais, fui a uma nutricionista clínica. Fui brutalmente honesta no relato do que comia - aí já tinha aprendido que o primeiro passo para conseguir manter um peso saudável era ser honesta comigo mesma e com os outros quanto ao que comia - e a senhora fez muito poucas alterações. Aumento de ingestão de proteína, mais legumes e menos hidratos. Aumentar o cardio no ginásio. E se eu quisesse melhores resultados, ou fazer a dieta 5-2 (jejum intermitente) ou cortar o glúten. Escolhi o segundo e tive bons resultados. Mas desisti outra vez.

Acho que desisti porque estava a ser demasiado rígida. Comia como se fosse celíaca e isso restringia muito o menu em restaurantes. Em pastelarias, só podia beber. Adoro comer, adoro cozinhar, adoro sobremesas elaboradas... E não comer absolutamente nada disso era deprimente.

Recentemente, depois de ler Wheat Belly (Dr. William Davis), decidi tentar novamente (aconselho vivamente a ler para aprender mais sobre o impacto do trigo na saúde - por exemplo o papel na diabetes e nas doenças neurológicas). Mas adoptei uma postura mais relaxada para não desistir. Estou simplesmente a tentar ser mais saudável, sendo que cortar no trigo obriga-me automaticamente a ser mais criativa e a incluir mais vegetais na dieta. Até encomendei um cabaz do Mercado Saloio para não me escapar.

Há pratos que tradicionalmente levam trigo como o tabouleh e que podemos fazer com outro cereal sem glúten como aqui com trigo sarraceno (ficaria lindamente com quinoa, hummm).

Como aveia e preocupo-me pouco que esteja contaminada com glúten (é muito mais barato do que comprar sem...). Ponho coisas diferentes para ficar mais interessante, até já arrastei o marido para o ritual a que chamei Pimp My Oats!

Se comer algo com molho que desconfio ter trigo para engrossar, não fico preocupada. Como doces à mesma. Se não comer sei que não me aguento muito tempo (não física, mas emocionalmente). Este foi um bolo com flocos de trigo sarraceno, amêndoa e chocolate.

E fazem-se boas sobremesas tradicionais sem cereais à vista.

Os snacks podem ser frutos secos ou sementes/barras de sementes em vez de bolachas. O índice glicémico (IG) é baixinho e acompanhado de um chá enche perfeitamente o estômago até à próxima refeição.

Comecei a 2 de Março com 63,8 quilos, a 20 de Abril tinha 61,5 apesar de continuar a portar-me mal no campo do açúcar e de ter comido mais batatas fritas do que devia.

Cortar no trigo tem a vantagem de começarmos a comer mais de outras coisas - frutas, vegetais, sementes, frutos secos - e de termos menos apetite, o que ajuda a reduzir as porções. Porque é que há uma redução do apetite? O trigo que consumimos todos os dias é altamente processado e perdeu a maior parte da fibra que ajudaria a digerir os açúcares naturais - tem, portanto, um IG elevado (é também por este motivo que se desaconselha sumos de frutas, porque se perde a fibra). Substituindo por outros alimentos de IG baixo estabilizamos a glicemia, não sofrendo picos de fome. O Dr. Davis fala também de problemas a nível neurológico que imitam os efeitos de habituação das drogas pesadas.

Para os cépticos, há uma solução simples. Experimentar (um mínimo de 4 semanas). Se não funcionar, então venham daí o pão e as massas e as bolachas. Mas se houver um mal estar físico constante e uma dificuldade enorme em perder peso apesar da pescada cozida, então não há nada a perder.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Pão, pão - manteiga, manteiga!

Fazer pão em casa geralmente é resultado de preguiça em sair para o ir comprar. Tenho até uma máquina de fazer pão, mas dá um certo gozo fazer tudo à mão. A maior parte das vezes nem uso receitas, as medidas fazem-se com três sentidos: visão, tacto, olfacto. Às vezes sai bem, outras nem por isso.

Para a passagem de ano fiz um pão com chouriço que saiu "assim-assim" porque errei redondamente na cozedura. Deixei a temperatura a 180º e não criou crosta. No dia seguinte, para provar a mim mesma que era capaz, fiz outros que ficaram perfeitinhos.

Metade farinha de trigo, metade farinha de milho, sal, orégãos, e umas 10 gramas de fermento seco que activei com água morna e açúcar. Para a forma ficar mais engraçada, fiz em caracol. E temperatura máxima.



Hoje fiz pela primeira vez o famoso no-knead bread. Não segui tudo à risca mas ficou como devia - delicioso (com a amiguinha manteiga a acompanhar) e muito barulhento!

  

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

So ist das Leben

Chegar a um sítio destes...

Mas a primeira fotografia tirada ser esta...

É capaz de ser prova de que dou demasiada importância a comida. Mas pronto, uma pessoa não vive só de Alpes e cheiro a campo - quando a comida (o estaladiço schnitzel com a fantasticamente temperada salada de batata e pepino) também tem bom aspecto e bom cheiro, ganha porque afecta mais um sentido.

domingo, 10 de março de 2013

Um lanche muito calórico, mas delicioso

Viciada como sou no Masterchef Australia (só mesmo o de Austrália - não há paciência para a arrogância e maldade barulhenta dos americanos... o de Portugal peca por alguma falta de naturalidade), vi um episódio da 1ª série em que Heston Blumenthal - o chef do Fat Duck - ensinava a fazer um hambúrguer com batatas fritas.

Obviamente, não poderia ser um hambúrguer normal com batatas normais. Fiquei a pensar nas batatas, uma vez que não vou nunca encontrar ou ter dinheiro para a carne usada nos hamburgueres... Depois de muitas experiências, Heston chegou à receita perfeita.

Fiz uma maionese que me deixou absolutamente exausta. Uma gema, mostarda, 150 ml de óleo e muita força de braços. Depois de finalizada a emulsão, pus no frigorífico para depois, na hora de servir, pôr uma pitada de sal, endro e pimenta. 


Cortei e cozi as batatas. Pus no congelador. Depois começou a parte complicada. Acertar nas temperaturas do óleo. Apesar de ter comprado um termómetro não contei com o problema de a temperatura do óleo baixar quando se adicionam as batatas, e é por isso possível que não tenham ficado tão estaladiças quanto se pretendia.

Primeira fritura a 130, cor pálida.

Segunda fritura a 180, alguma cor - talvez pudesse ter arriscado deixar mais tempo. Mas com a maionese estavam deliciosas. Um interior suave e um exterior estaladiço, com a intensidade da maionese caseira.

Para a próxima saem melhor ainda :)

sábado, 10 de novembro de 2012

The ultimate comfort food

Almoço no Nood - ramen, evidentemente. Quentinho, picante, com um franguinho suculento, vegetais fresquinhos...


Sobremesa espetacular na Eric Kayser - macaronade de pistacho e framboesas. O receio de se tornar demasiado doce não se confirmou. Estaladiço por fora, aveludado por dentro, doce. Um creme que suavizou a doçura do macaron. Amazing.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Gemelli

One word: overpriced.

Fui finalmente usar o meu cupão Groupon. A chegada não foi muito simpática, chovia, tocámos à campainha e, sem resposta, tocámos outra vez. Ao subir as escadas, um senhor acenou com a cabeça e esperou que eu falasse. Confirmou o nome e disse baixinho: "O cupão?" Levou-nos à mesa, puxou uma cadeira e apontou. Não pretendo fancy treatment mas um "Olá boa noite" ou um "Queiram acompanhar-me" era simpático. Fiquei com a sensação de que o senhor tinha ficado irritado porque não era função dele receber as pessoas, era da senhora que devia estar numa pequena pausa, e foi por isso com certeza que nem sequer se ofereceram para pendurar os nossos casacos. Avante.

"Grana Padano" para entreter o estômago com bom pão e muito bom queijo.

O chef ofereceu um amuse bouche muito interessante. Shot de espinafres e amêndoa e um croquete de porco com molho de cebolinho.

Eu escolhi o risotto de cogumelos e gambas. Era agradável. E "agradável" não é suficiente para um prato de 25 euros. Gambas algo farinhentas, sem aquele toque fresco e limpo, arroz com pouca densidade de sabor para além do queijo e dos cogumelos - deliciosos... Mas não surpreendeu.

O João comeu os cannelloni de massa preta recheados com batata doce e sapateira. Muito bom, massa fresca muito interessante. Falhou por lhe faltar ali um lombinho de sapateira - algo mais carnudo, não desfeito, que apresentasse a textura da sapateira não diluída na batata.

Felizmente ambas as sobremesas eram incríveis, o que salvou um pouco uma noite de expectativas deitadas por terra. "Key lime pie" para o João... Intenso, cremoso, base compacta mas não pesada.

Panna cotta de caril com molho de banana e terrina de chocolate preto. O puré de banana tinha mais qualquer coisa super interessante, a terrina era fantástica, aveludada e intensa, como um bom chocolate preto. Pintas de um molho de chocolate com uma acidez que me levou a crer ter uísque ou qualquer coisa do género. Sobremesa a um mini-mini-passo de ser extraordinária, faltando apenas um bocadito de nada de mais consistência.

Gostei? Sim. Valeu os 35 euros que paguei na Groupon? Sim. Valeu os 79 e picos euros que iríamos gastar se não tivéssemos o cupão? Nem por isso. É sempre triste quando um amuse bouche, pela sua criatividade e sabores, ultrapassa o prato principal.

"Café?"
"Não, obrigada. Era só a potencial conta."
Deixámos uns trocos, só porque o senhor entretanto ficou bem disposto com a resposta e brincou connosco por termos puxado da calculadora para ter a certeza de que não ultrapassavamos os 80 euros que o cupão valia.

sábado, 13 de outubro de 2012

Plano B

Plano A: Gemelli. Primeira visita. Vejo a ementa online, babo-me, anseio por uma sobremesa com toque requintado. Preparo-me mentalmente para parar de trabalhar às 19:15, para sair às 19:30, para arranjar lugar de estacionamento, para andar um pouco a pé e estar no restaurante às 20:30.

Liga a televisão. Claro, tinha de haver uma manif na Assembleia... Telefono a cancelar. O senhor, do outro lado, com um tom de quem já ouviu este motivo mais do que uma vez hoje. Esta crise já me está a chatear.

Plano B: Tutto Combinatto. Não era bem isso que o meu palato desejava, que o meu cérebro já tinha comunicado ao resto do corpo que ia degustar... Mas reduz-se a desilusão do dia.

Canelone para o menino.


Tagliatelle com legumes e bacon para a menina.

Estava muito bom, e eu estou cheia. Mas faltava-me o doce - ainda comi uns M&M de framboesa para ver se o palato descansava, mas continuo a sonhar com um leite creme especial ou algo que o valha...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sobremesa na Cafetaria Mensagem

Ahhh almoços de trabalho! Como gosto :)

Na Cafetaria Mensagem do hotel Altis Belém come-se bem. Hoje comi um risotto de pato com cogumelos que estava bom, mas o que gostei mesmo foi da sobremesa.

Tirar fotografias das sobremesas num almoço de trabalho é certamente pateta, mas o meu bolo de cenoura com nozes e gelado de gengibre estava tão bonito que não resisti. E não era só uma questão de aspecto. O bolo era húmido, a sua intensidade cortada pelas natas e pelo gelado cremoso que complementava um bolo que fica tão bem com especiarias. E um surpreendente biscoito super fino e estaladiço.

Aqui em baixo um creme de leite condensado...

Uma mousse com espuma de morangos (que foi pedida à parte devido à paixão intensa pela mousse). Uma espuma que me soube a marshmallows assados.

E o que era, essencialmente, uma mini bomba do Alaska. Linda, mas que não provei... Porque em almoços de trabalho não se pede para provar!! (só provei a espuma que acompanhava a mousse porque era a sobremesa da minha colega)


Faz-me pensar o que o Feitoria terá a oferecer...