sexta-feira, 9 de junho de 2017

Bolo de pistácio

Olhar para o armário, ver o que há e pensar num bolo para fazer.

Triturei cerca de 15 tâmaras num pouco de água quente, para formar uma pasta. Com algum esforço, misturei bem com manteiga de pistácio. Não sei quanto pus, mas foi muito - cobriu o fundo da taça. Juntei 3 gemas de ovos, 3 colheres de sopa de farinha e bicarbonato de sódio. Finalmente, envolvi as claras batidas em castelo.

Super fofinho e doce qb!


quarta-feira, 31 de maio de 2017

Brownies de beterraba

Estar em casa, doente, não é só desvantagens. Claro que estar zonza de não conseguir dormir mais do que 20 minutos seguidos, espirrar 6 vezes seguidas, acabar com uma caixa de lenços numa tarde etc. é chato. Mas, vá, dá para fazer uma máquina de loiça e outra de roupa e ainda ter tempo para fazer um docinho sem grandes culpas.

- Triturei 12 tâmaras e 1/2 beterraba (que assei previamente no forno, embrulhada em prata)
- Juntei farinha de amêndoa a olho
- Juntei uma colher de farinha de trigo e fermento (só porque me pareceu líquido ainda)
- Cacau em pó
- 1 ovo
- Pepitas de chocolate

That's all, folks!


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Queques rápidos de banana


Uns queques, quase soufflés, que me vão dar para o pequeno-almoço e para o lanche...


- 150 gramas de claras de ovo (eu uso as claras líquidas pasteurizadas da marca Dovo, quando não quero usar ovos inteiros e desperdiçar gemas!)
- 1 banana (cerca de 130 gramas)
- 50 gramas de aveia
- 2 colheres de chá de açúcar de coco

Microondas 3 minutos.


Detalhes nutricionais, cortesia Lifesum:




sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pequeno-almoço rápido

Demora mais tempo escrever este texto do que fazer esta panqueca. E nem estou a brincar. O tempo que demorei a ir buscar o telemóvel, tirar fotografia, enviar para o email, guardar, vir ao blog e escrever -- já tinha feito e comido a panqueca.

Pequeno-almoço rápido:
- um ovo
- 15 gramas de farinha de amaranto

Amaranto foi o que usei hoje, mas podia ser...
- Trigo sarraceno
- Farinha de coco (engrossa muito, 10 gramas devem chegar)
- Farinha de amêndoa
- Linhaça
- Outra de que se lembrem

Evito farinha de trigo, porque trigo já comemos todos mais do que o suficiente no dia-a-dia e assim sempre se varia a dieta um pouco. Uma das vantagens de fazer dietas temporárias sem gluten é habituarmo-nos a usar ingredientes diferentes!

É só pôr numa tigela, misturar com um garfo e atirar para a frigideira. Também funciona meter simplesmente a tigela no microondas durante um minuto - mas fica melhor na frigideira.

Done.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Brownie de feijão preto



Demolhei feijão preto e pensei em formas criativas de consumir mais leguminosas. É evidente que podia ter pensado em coisas realmente saudáveis - por exemplo uma salada fria de feijão com tomate, coentros, pimentos... Mas estes pensamentos saudáveis surgem(-me) sempre depois dos não-saudáveis. "Eu é mais bolos."

Mas pronto, vá, vamos lá fazer um doce mais saudável do que o costume.

Em Portugal até há uma boa tradição de sobremesas com leguminosas. As azevias de grão ou as queijadas de feijão são bons exemplos. Como já tinha visto algures no YouTube ou no Instagram ou no Facebook um doce com feijão preto, decidi experimentar. E inventei porque não encontrei a receita que queria.

Não sei as quantidades que usei. Foi a olho até obter uma boa textura.

- Feijão preto (meio pacote demolhado durante 12 horas, e cozido em panela de pressão sem sal)
- 3 ovos
- pasta de tâmaras (meio frasco, talvez... 150 gramas?) amolecida em água quente
- aveia sem gluten (hummmm... 150 gramas??)
- 1 tablete de chocolate de culinária derretida com 1 colher de sopa de óleo de coco e um "splash" de leite vegetal
- fermento

Depois ainda tive um pensamento mais pecaminoso e adicionei uma cobertura de chocolate.

Mas pronto. Nem tudo está perdido. Não tem açúcar refinado sem ser o que está no chocolate. E sempre como leguminosas. Certo??

Fica delicioso e é muito difícil comer um só quadradinho.

**sigo para o ginásio**

domingo, 17 de maio de 2015

Eh pá... Mas não me apetece sopa...

Há muitas vantagens em receber cabazes de legumes e frutas em casa - no meu caso do Mercado Saloio. A desvantagem é que nem sempre apetece comer o que há.

Desta vez veio o agrião e só costumo fazer uma coisa com ele, sopa. Com este calor, não apetece. Fui ao Youtube ver receitas e só me apareciam bolos de agrião e, como estou a abusar nos gelados, achei que era melhor não engolir mais açúcar.

Lembrei-me então de fazer uma farinata com agrião. Segui a receita do blog Food Wishes (altamente recomendável, que mais não seja pelo humor do Chef John) que já fiz algumas vezes antes só que em vez de juntar só a água, triturei agrião com a água (fiz a olho, mas acho que adicionei um bocadinho mais do que diz na receita) antes de juntar a mistura à farinha de grão e de mexer tudo muito bem com um batedor de varas.

Fica muito bom e sempre é uma maneira diferente de comer vegetais!

"And, as always, enjoy!"



domingo, 26 de abril de 2015

A experiência sem trigo

Há uns anos, andei a ler uns artigos e decidi experimentar cortar no glúten. Não consegui cortar, mas reduzi e soube logo que seria mais fácil perder peso - que mais não fosse por não comer pão, bolachas e massas como se não houvesse mais nada para comer no mundo. Mas desisti de fazer o esforço.

Anos depois, novamente com peso a mais, fui a uma nutricionista clínica. Fui brutalmente honesta no relato do que comia - aí já tinha aprendido que o primeiro passo para conseguir manter um peso saudável era ser honesta comigo mesma e com os outros quanto ao que comia - e a senhora fez muito poucas alterações. Aumento de ingestão de proteína, mais legumes e menos hidratos. Aumentar o cardio no ginásio. E se eu quisesse melhores resultados, ou fazer a dieta 5-2 (jejum intermitente) ou cortar o glúten. Escolhi o segundo e tive bons resultados. Mas desisti outra vez.

Acho que desisti porque estava a ser demasiado rígida. Comia como se fosse celíaca e isso restringia muito o menu em restaurantes. Em pastelarias, só podia beber. Adoro comer, adoro cozinhar, adoro sobremesas elaboradas... E não comer absolutamente nada disso era deprimente.

Recentemente, depois de ler Wheat Belly (Dr. William Davis), decidi tentar novamente (aconselho vivamente a ler para aprender mais sobre o impacto do trigo na saúde - por exemplo o papel na diabetes e nas doenças neurológicas). Mas adoptei uma postura mais relaxada para não desistir. Estou simplesmente a tentar ser mais saudável, sendo que cortar no trigo obriga-me automaticamente a ser mais criativa e a incluir mais vegetais na dieta. Até encomendei um cabaz do Mercado Saloio para não me escapar.

Há pratos que tradicionalmente levam trigo como o tabouleh e que podemos fazer com outro cereal sem glúten como aqui com trigo sarraceno (ficaria lindamente com quinoa, hummm).

Como aveia e preocupo-me pouco que esteja contaminada com glúten (é muito mais barato do que comprar sem...). Ponho coisas diferentes para ficar mais interessante, até já arrastei o marido para o ritual a que chamei Pimp My Oats!

Se comer algo com molho que desconfio ter trigo para engrossar, não fico preocupada. Como doces à mesma. Se não comer sei que não me aguento muito tempo (não física, mas emocionalmente). Este foi um bolo com flocos de trigo sarraceno, amêndoa e chocolate.

E fazem-se boas sobremesas tradicionais sem cereais à vista.

Os snacks podem ser frutos secos ou sementes/barras de sementes em vez de bolachas. O índice glicémico (IG) é baixinho e acompanhado de um chá enche perfeitamente o estômago até à próxima refeição.

Comecei a 2 de Março com 63,8 quilos, a 20 de Abril tinha 61,5 apesar de continuar a portar-me mal no campo do açúcar e de ter comido mais batatas fritas do que devia.

Cortar no trigo tem a vantagem de começarmos a comer mais de outras coisas - frutas, vegetais, sementes, frutos secos - e de termos menos apetite, o que ajuda a reduzir as porções. Porque é que há uma redução do apetite? O trigo que consumimos todos os dias é altamente processado e perdeu a maior parte da fibra que ajudaria a digerir os açúcares naturais - tem, portanto, um IG elevado (é também por este motivo que se desaconselha sumos de frutas, porque se perde a fibra). Substituindo por outros alimentos de IG baixo estabilizamos a glicemia, não sofrendo picos de fome. O Dr. Davis fala também de problemas a nível neurológico que imitam os efeitos de habituação das drogas pesadas.

Para os cépticos, há uma solução simples. Experimentar (um mínimo de 4 semanas). Se não funcionar, então venham daí o pão e as massas e as bolachas. Mas se houver um mal estar físico constante e uma dificuldade enorme em perder peso apesar da pescada cozida, então não há nada a perder.