sexta-feira, 7 de abril de 2017

Pequeno-almoço rápido

Demora mais tempo escrever este texto do que fazer esta panqueca. E nem estou a brincar. O tempo que demorei a ir buscar o telemóvel, tirar fotografia, enviar para o email, guardar, vir ao blog e escrever -- já tinha feito e comido a panqueca.

Pequeno-almoço rápido:
- um ovo
- 15 gramas de farinha de amaranto

Amaranto foi o que usei hoje, mas podia ser...
- Trigo sarraceno
- Farinha de coco (engrossa muito, 10 gramas devem chegar)
- Farinha de amêndoa
- Linhaça
- Outra de que se lembrem

Evito farinha de trigo, porque trigo já comemos todos mais do que o suficiente no dia-a-dia e assim sempre se varia a dieta um pouco. Uma das vantagens de fazer dietas temporárias sem gluten é habituarmo-nos a usar ingredientes diferentes!

É só pôr numa tigela, misturar com um garfo e atirar para a frigideira. Também funciona meter simplesmente a tigela no microondas durante um minuto - mas fica melhor na frigideira.

Done.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Brownie de feijão preto



Demolhei feijão preto e pensei em formas criativas de consumir mais leguminosas. É evidente que podia ter pensado em coisas realmente saudáveis - por exemplo uma salada fria de feijão com tomate, coentros, pimentos... Mas estes pensamentos saudáveis surgem(-me) sempre depois dos não-saudáveis. "Eu é mais bolos."

Mas pronto, vá, vamos lá fazer um doce mais saudável do que o costume.

Em Portugal até há uma boa tradição de sobremesas com leguminosas. As azevias de grão ou as queijadas de feijão são bons exemplos. Como já tinha visto algures no YouTube ou no Instagram ou no Facebook um doce com feijão preto, decidi experimentar. E inventei porque não encontrei a receita que queria.

Não sei as quantidades que usei. Foi a olho até obter uma boa textura.

- Feijão preto (meio pacote demolhado durante 12 horas, e cozido em panela de pressão sem sal)
- 3 ovos
- pasta de tâmaras (meio frasco, talvez... 150 gramas?) amolecida em água quente
- aveia sem gluten (hummmm... 150 gramas??)
- 1 tablete de chocolate de culinária derretida com 1 colher de sopa de óleo de coco e um "splash" de leite vegetal
- fermento

Depois ainda tive um pensamento mais pecaminoso e adicionei uma cobertura de chocolate.

Mas pronto. Nem tudo está perdido. Não tem açúcar refinado sem ser o que está no chocolate. E sempre como leguminosas. Certo??

Fica delicioso e é muito difícil comer um só quadradinho.

**sigo para o ginásio**

domingo, 17 de maio de 2015

Eh pá... Mas não me apetece sopa...

Há muitas vantagens em receber cabazes de legumes e frutas em casa - no meu caso do Mercado Saloio. A desvantagem é que nem sempre apetece comer o que há.

Desta vez veio o agrião e só costumo fazer uma coisa com ele, sopa. Com este calor, não apetece. Fui ao Youtube ver receitas e só me apareciam bolos de agrião e, como estou a abusar nos gelados, achei que era melhor não engolir mais açúcar.

Lembrei-me então de fazer uma farinata com agrião. Segui a receita do blog Food Wishes (altamente recomendável, que mais não seja pelo humor do Chef John) que já fiz algumas vezes antes só que em vez de juntar só a água, triturei agrião com a água (fiz a olho, mas acho que adicionei um bocadinho mais do que diz na receita) antes de juntar a mistura à farinha de grão e de mexer tudo muito bem com um batedor de varas.

Fica muito bom e sempre é uma maneira diferente de comer vegetais!

"And, as always, enjoy!"



domingo, 26 de abril de 2015

A experiência sem trigo

Há uns anos, andei a ler uns artigos e decidi experimentar cortar no glúten. Não consegui cortar, mas reduzi e soube logo que seria mais fácil perder peso - que mais não fosse por não comer pão, bolachas e massas como se não houvesse mais nada para comer no mundo. Mas desisti de fazer o esforço.

Anos depois, novamente com peso a mais, fui a uma nutricionista clínica. Fui brutalmente honesta no relato do que comia - aí já tinha aprendido que o primeiro passo para conseguir manter um peso saudável era ser honesta comigo mesma e com os outros quanto ao que comia - e a senhora fez muito poucas alterações. Aumento de ingestão de proteína, mais legumes e menos hidratos. Aumentar o cardio no ginásio. E se eu quisesse melhores resultados, ou fazer a dieta 5-2 (jejum intermitente) ou cortar o glúten. Escolhi o segundo e tive bons resultados. Mas desisti outra vez.

Acho que desisti porque estava a ser demasiado rígida. Comia como se fosse celíaca e isso restringia muito o menu em restaurantes. Em pastelarias, só podia beber. Adoro comer, adoro cozinhar, adoro sobremesas elaboradas... E não comer absolutamente nada disso era deprimente.

Recentemente, depois de ler Wheat Belly (Dr. William Davis), decidi tentar novamente (aconselho vivamente a ler para aprender mais sobre o impacto do trigo na saúde - por exemplo o papel na diabetes e nas doenças neurológicas). Mas adoptei uma postura mais relaxada para não desistir. Estou simplesmente a tentar ser mais saudável, sendo que cortar no trigo obriga-me automaticamente a ser mais criativa e a incluir mais vegetais na dieta. Até encomendei um cabaz do Mercado Saloio para não me escapar.

Há pratos que tradicionalmente levam trigo como o tabouleh e que podemos fazer com outro cereal sem glúten como aqui com trigo sarraceno (ficaria lindamente com quinoa, hummm).

Como aveia e preocupo-me pouco que esteja contaminada com glúten (é muito mais barato do que comprar sem...). Ponho coisas diferentes para ficar mais interessante, até já arrastei o marido para o ritual a que chamei Pimp My Oats!

Se comer algo com molho que desconfio ter trigo para engrossar, não fico preocupada. Como doces à mesma. Se não comer sei que não me aguento muito tempo (não física, mas emocionalmente). Este foi um bolo com flocos de trigo sarraceno, amêndoa e chocolate.

E fazem-se boas sobremesas tradicionais sem cereais à vista.

Os snacks podem ser frutos secos ou sementes/barras de sementes em vez de bolachas. O índice glicémico (IG) é baixinho e acompanhado de um chá enche perfeitamente o estômago até à próxima refeição.

Comecei a 2 de Março com 63,8 quilos, a 20 de Abril tinha 61,5 apesar de continuar a portar-me mal no campo do açúcar e de ter comido mais batatas fritas do que devia.

Cortar no trigo tem a vantagem de começarmos a comer mais de outras coisas - frutas, vegetais, sementes, frutos secos - e de termos menos apetite, o que ajuda a reduzir as porções. Porque é que há uma redução do apetite? O trigo que consumimos todos os dias é altamente processado e perdeu a maior parte da fibra que ajudaria a digerir os açúcares naturais - tem, portanto, um IG elevado (é também por este motivo que se desaconselha sumos de frutas, porque se perde a fibra). Substituindo por outros alimentos de IG baixo estabilizamos a glicemia, não sofrendo picos de fome. O Dr. Davis fala também de problemas a nível neurológico que imitam os efeitos de habituação das drogas pesadas.

Para os cépticos, há uma solução simples. Experimentar (um mínimo de 4 semanas). Se não funcionar, então venham daí o pão e as massas e as bolachas. Mas se houver um mal estar físico constante e uma dificuldade enorme em perder peso apesar da pescada cozida, então não há nada a perder.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Pão, pão - manteiga, manteiga!

Fazer pão em casa geralmente é resultado de preguiça em sair para o ir comprar. Tenho até uma máquina de fazer pão, mas dá um certo gozo fazer tudo à mão. A maior parte das vezes nem uso receitas, as medidas fazem-se com três sentidos: visão, tacto, olfacto. Às vezes sai bem, outras nem por isso.

Para a passagem de ano fiz um pão com chouriço que saiu "assim-assim" porque errei redondamente na cozedura. Deixei a temperatura a 180º e não criou crosta. No dia seguinte, para provar a mim mesma que era capaz, fiz outros que ficaram perfeitinhos.

Metade farinha de trigo, metade farinha de milho, sal, orégãos, e umas 10 gramas de fermento seco que activei com água morna e açúcar. Para a forma ficar mais engraçada, fiz em caracol. E temperatura máxima.



Hoje fiz pela primeira vez o famoso no-knead bread. Não segui tudo à risca mas ficou como devia - delicioso (com a amiguinha manteiga a acompanhar) e muito barulhento!

  

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

So ist das Leben

Chegar a um sítio destes...

Mas a primeira fotografia tirada ser esta...

É capaz de ser prova de que dou demasiada importância a comida. Mas pronto, uma pessoa não vive só de Alpes e cheiro a campo - quando a comida (o estaladiço schnitzel com a fantasticamente temperada salada de batata e pepino) também tem bom aspecto e bom cheiro, ganha porque afecta mais um sentido.

domingo, 10 de março de 2013

Um lanche muito calórico, mas delicioso

Viciada como sou no Masterchef Australia (só mesmo o de Austrália - não há paciência para a arrogância e maldade barulhenta dos americanos... o de Portugal peca por alguma falta de naturalidade), vi um episódio da 1ª série em que Heston Blumenthal - o chef do Fat Duck - ensinava a fazer um hambúrguer com batatas fritas.

Obviamente, não poderia ser um hambúrguer normal com batatas normais. Fiquei a pensar nas batatas, uma vez que não vou nunca encontrar ou ter dinheiro para a carne usada nos hamburgueres... Depois de muitas experiências, Heston chegou à receita perfeita.

Fiz uma maionese que me deixou absolutamente exausta. Uma gema, mostarda, 150 ml de óleo e muita força de braços. Depois de finalizada a emulsão, pus no frigorífico para depois, na hora de servir, pôr uma pitada de sal, endro e pimenta. 


Cortei e cozi as batatas. Pus no congelador. Depois começou a parte complicada. Acertar nas temperaturas do óleo. Apesar de ter comprado um termómetro não contei com o problema de a temperatura do óleo baixar quando se adicionam as batatas, e é por isso possível que não tenham ficado tão estaladiças quanto se pretendia.

Primeira fritura a 130, cor pálida.

Segunda fritura a 180, alguma cor - talvez pudesse ter arriscado deixar mais tempo. Mas com a maionese estavam deliciosas. Um interior suave e um exterior estaladiço, com a intensidade da maionese caseira.

Para a próxima saem melhor ainda :)