sexta-feira, 8 de junho de 2012

The Yeatman

O karma existe. Tenho provas. Trabalhar muito e bem compensa. Ganhei uma espécie de prémio "empregada do trimestre" e ofereceram-me uma experiência. Eu podia ter passado a semana inteira num sítio barato, mas o que eu queria era fazer uma coisa que não me permito fazer no dia a dia. Portanto, marquei uma noite e uma refeição de luxo para dois no Yeatman, em Gaia.


Chegada ao hotel. Envio uma foto ao meu chefe: 
I suddenly feel the need to work harder when I get back to win another thank you award.


O hotel em si é espantoso, uma garrafeira enorme (não fosse o Yeatman um hotel vínico), cada piso seguindo um tema e funcionando quase como museu (um piso com mapas do século XVI, outro com a história do vinho do porto,...), quartos virados para o rio, confortáveis e temáticos também, cada um "patrocinado" por uma marca de vinhos portuguesa. O hotel é lindo e vale a pena perder tempo a percorrer os corredores para ver a arte.

Passámos a tarde na piscina interior, vimos de longe o ginásio bem apetrechado, recebemos uma massagem de mãos (oferta), fomos beber qualquer coisita ao bar. Às nove sentámo-nos no restaurante, onde degustámos A Grande Experiência Yeatman. Para quem aprecia muito vinhos e sabe degustá-los, há um suplemento de vinho para cada prato. Nós pedimos conselhos à escanção e ficámo-nos por dois copitos. O João adorou o Quinta da Romaneira Reserva 2008 (tinto).

Vou ser clara. A estrela Michelin é merecida. Alguns elementos não eram para mim, porque não aprecio moluscos ou bivalves em geral (excepto vieiras!), mas reconheço que a confecção era impecável, as texturas suaves.

Começámos com as boas-vindas do chef. No pote uma mousse de percebes, na colher um mexilhão, uma terrina, rabo de boi, foie gras com pele crocante de frango. Estrela: macaron de morcela. O doce do macaron contrastava com o salgado... Incrível.

Lamento informar que falhei e não fotografei a segunda boa-vinda: um jardim. Um copo que tinha "terra", "ervas", legumes e... um caracol. Devo ter ficado tão abalada com a visão, e simultaneamente impressionada com os "tomates" do chef Ricardo Costa, que me esqueci de pôr a máquina a funcionar. Foi o único elemento de toda a refeição que não provei: comi o jardim, deixei o bicho para o João.

Seguiu-se o camarão do Algarve marinado, sorvete de yuzu e caldo de pepino. Três texturas (marinado, o camarão inteiro e um carpaccio) num prato simples que continuou a fazer-me sorrir, principalmente quando fiz explodir a esfera branca e pude molhar o marinado no que parecia ser uma nata ligeira.

Uma explosão de sabor com o suculento lavagante nacional glaceado com caldo de ostras acompanhado com uma terrina surpreendente de enguia e foie gras e um torresmo.

Uma alegre e "fofinha" salada especial de vieiras, carabineiro e salmonete. Cheia de legumes pequeninos pequeninos, al dente, com um dos meus ingredientes favoritos (vieiras!). Potencialmente o meu favorito.

Cherne sautée com crosta de tomate, lula recheada e molho de manjericão. Uma crosta salgada e forte, peixe suculento, uma polenta suave quase em textura de pudim, um torresmo de pele de peixe, funcho.

A primeira SURPRESA do chef, um prato que não estava no menu e recriando um prato tradicional: ervilhas com ovos! Ovo escalfado lentamente com puré de ervilhas (e algumas ervilhas al dente), espuma de espargos e pancetta estaladiça. Não sou super fã desta textura de ovo por isso não raspei o prato, mas fiquei boquiaberta com esta inovação.

Um lombinho de vitela com pimentas, ravioli de aves e molho de pistáchios. Outro elemento que adoro: pistáchios. Um ravioli muito interessante, um cogumelo que nunca tinha visto na vida e quase parecia uma mini-trufa. Tinha uma textura que me incomodou levemente, mas o sabor era incrível.

Ganache de foie gras de Landes com gelado de iogurte salgado e brioche trufado. Gosto de foie gras mas em pequenas quantidades como complemento de outro ingrediente. Este prato era um pouco forte demais para mim e passei-o ao João ao fim de algumas colheradas (ele não se importou nada e era capaz de fazer uma refeição só daquilo). Ganache suave, leve, aveludada, com uma fatia para contrastar...

A segunda SURPRESA do chef, pré-sobremesa. Um prato de queijo. O triângulo era pão tipo brioche, muito delicado, a meio uma tostinha de pão com azeitonas, um queijo forte amenteigado, um queijo suave quase em creme, cubos de abóbora e... Suspiros. É verdade. Mudou tudo - estava ali a estrela.

A sobremesa: uma esfera de chocolate, mousse de tangerina e caldo de côco. Pétalas de flores que complementavam a mousse e tudo complementava a esfera, inclusivamente o vinho do porto vintage que me sugeriram.

Uma recriação espantosa de um clássico porque a esfera... Era uma bomboca!

Para terminar, para acompanhar a infusão do chef e o café, mignardises. E uma grande felicidade por o João estar a abarrotar e só comer uma delas. Crocante de chocolate, crocante de amêndoa (ou outro fruto seco - o meu palato já não se recorda!), o quadrado era uma quase gelatina, ganache, macarron.

Só tive pena de não ficar mais tempo para ir à piscina, para ir ao spa, ao ginásio, à garrafeira, para ficar sem fazer nada na varanda do quarto a olhar para o Douro. Para ir provar outras coisas ao restaurante.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Aura (ou o caso do palato confuso)

Último dia do Restaurant Week. A noite começa com uma pancada nas minhas costas, a caminho do restaurante. Que raio? Uma pedra? Terá sido um carro que, a passar com mais velocidade, lançou uma pedrita que me acertou? Não. Teria doído, mas não doeu - senti apenas um impacto. Olhei para cima. O João, enojado, oferece-se carinhosamente - apesar do esforço para combater o vómito - para ir lavar a cagadela à casa de banho do restaurante. Sempre ouvi dizer que dava sorte e a noite de facto correu bem, por isso suponho que seja verdade.

O Aura tem um espaço muito simpático, refinado e com uns toques de Lisboa antiga nas arcadas.

O empregado tardou a vir oferecer o "cóvér" (apeteceu-me perguntar "e o que é que há?") - os molhos e manteigas não convenceram. Estava também distraído e nem me perguntou que tipo de pão eu queria, nem me ouviu a pedir o pão com sementes de papoila. Pôs um qualquer no prato, substituindo-o depois de eu me convencer a falar mais alto. Minutos depois chegaram as entradas, que podiam ter esperado mais uns minutos para de facto provarmos com calma o "cóvér".


Cesto de parmesão com espinafres frescos, bacon estaladiço e molho de iogurte. Um cesto bonito e inovador que pecou por ter sido feito com demasiada antecedência. Seria simpático estar mais estaladiço, mas era quase impossível falhar com bacon!

Casca de mexilhão gratinado em broa de milho tostada e lima caramelizada. Como as restantes entradas, a dose era bem servida. Não provei devido à aversão por bivalves em geral, mas diz que estava bom. Uma sorte terem servido o mexilhão e não só a casca (piada fácil!...).

Sopa de peixe, croutons aromatizados. Era um bom caldo de marisco com peixe - mas os chefs ou as pessoas que formulam o nome dos pratos só ganhavam em dar-lhes nomes adequados, evitando assim que o cliente fique desiludido ou estranhe o sabor, por estar a preparar o palato para uma coisa que não vai provar.

Bochechas de porco preto em vinho tinto com migas de espargos selvagem. Bochechas tenrinhas (mas não tanto como as da Quinta dos Frades), molho denso, migas extraordinárias que fizeram lembrar a Adega do Alentejano em Évora.

Posta mirandesa com couve tronchuda e broa de milho. Carne deliciosa e legumes muito bem temperados. Reconfortante, convenceu-me a voltar um dia.

Filete de dourada recheado com legumes, batata doce. Apesar de saboroso, não era nada que não se conseguisse fazer em casa. Não impressionou.

aura emotion. Um suspiro e creme de chocolate. Muito bom, mas não ao ponto de nos fazer suspirar (outra piada fácil...).

Sinfonia de creme brulé. O pote da esquerda decorado com mirtilos, o do meio com physalis, o da direita com framboesas. Que engraçado, disse eu. Sabe mesmo a mirtilo. E o do meio, tão interessante. Mas não deve ser physalis, porque não tem essa acidez... Humm, já penso sobre o assunto. E o da direita, que giro, sabe mesmo a framboesa. 

Uma textura cremosa, mas talvez pesada demais para um prato de três degustações (ou as doses deveriam ser menores aqui). O do meio assombrava-me. Mas o que é? Colher aqui, colher ali, desfaz o creme no palato com a ponta da língua. E de repente fez-se luz. É avelã. Sim, é avelã. O Paulo concorda comigo.

O empregado vem levantar os pratos e, só para confirmar, perguntamos: o do meio, o mais escuro, era de quê? O das "bolinhas", diz ele, era de baunilha, o escuro era chocolate e o com as framboesas era de frutos vermelhos.

Fiquei confusa. Chocolate? Mas eu teria reconhecido esse sabor... Ou não? Mas talvez não deva acreditar na palavra de uma pessoa que chama "bolinhas" a mirtilos. Quanto ao terceiro, não estava muito longe da verdade. Mas como pude confundir baunilha com mirtilos e chocolate com avelã?

Uma noite a ficar na memória, que mais não seja por ficar escandalizada com o discernimento do meu palato.

domingo, 13 de maio de 2012

Quinta dos Frades (Restaurant Week)



Nada como visitar restaurantes durante a Restaurant Week para descobrir se vale a pena voltar para gastar dinheiro mais a sério.

Nunca gostei muito do Chakall pelo que via na televisão (a postura olha-para-mim-sou-um-verdadeiro-cidadão-do-mundo é algo irritantemente forçada, o que é uma pena porque o homem é lindo), mas resolvi experimentar o menu da Quinta dos Frades. Teria assim, ao menos, razões para dizer mal sem ser da personalidade.

O tiro saiu pela culatra porque a comida impressionou.

Gaspacho de pêra e coentros com ‘brochetta’ de cogumelos e nozes
Tinha um aspecto tão apetitoso (embora a dose me tenha parecido minúscula) que comecei a comer antes de tirar fotografias. Lamento. Era muito criativo e gostei muito.

Folhado de legumes grelhados com queijo ‘Manchego’
Menos criativo do que o gaspacho, ainda assim o toque do pimento vermelho era muito interessante e a massa estava cozinhada no ponto (nestas coisas de legumes há sempre o risco de a massa ficar empapada, o que não foi o caso).

Filetes de polvo crocantes com arroz de abacaxi e erva príncipe
Ah-ha! Aqui já se pensou nas fotos. A descrição não é enganosa, os filetes eram de facto super crocantes, o polvo suave e bem temperado, e o arroz uma delícia.

Bochecha de porco preto ‘Boleta’ com ‘hummus’ de abóbora, ‘chips’ de batata-doce e agrião da ribeira ‘Vitacress’
Vamos ao óbvio: a publicidade é ridícula. Mas o prato era fantástico. Porco tenrinho, tenrinho ; hummus intenso e aveludado, batata doce estaladiça e temperada no ponto. Adorei.

Bolo de polenta e limão com ‘coulis’ de frutos vermelhos e creme de baunilha
Era um bolo, com alguma granulosidade menos simpática pelo meio, enjoativo e que se comia melhor com o creme. Uma desilusão, mas não se pode ter tudo por 20 euros. [Claro que pagámos mais do que os 20 euros, porque só inclui entrada, prato e sobremesa - as bebidas podem sair caras.]

‘Cheesecake’ de queijo de cabra ‘President’ com nozes e mel
Mais uma vez, publicidade parva. Melhor do que o bolo, mas enjoativo.

Demos uma espreitadela ao menu normal e ficámos com vontade de voltar. E não é esse o objectivo de participar na Restaurant Week?



sábado, 21 de abril de 2012

Mais um com batata doce

Desde que descobri a utilização da batata doce em pratos principais - antes só tinha comido em sobremesas - no supermercado quando me deparo com batatas doces fico sempre a imaginar o que vou fazer a seguir.

Gosto da ideia de tornar pratos deliciosos, contrastando o doce com os restantes elementos do prato... E tem um índice glicémico muito mais baixo do que o da batata comum!

Tirei algumas ideias do youtube e refoguei meia cebola e um dente de alho. Juntei alguns tomates-cereja cortados em quartos. Depois adicionei meia batata doce cor-de-laranja cortada em cubos pequenos, para que a cozedura fosse mais rápida. Especiarias: gengibre, canela, pimenta preta, cayenne (para variar um bocadinho, abusei na quantidade!), caril, açafrão e sal (não vale a pena pôr muito com tantas especiarias). Pus um bocadinho de leite e fui pondo água a ferver à medida que me pareceu demasiado seco.



Entretanto pus cuzcuz numa tacinha, cobri com água a ferver e tapei. No final, misturei alguns coentros. É melhor não pôr sal aqui, nem caldo de vegetais ou de carne em vez de água - os sucos da batata doce dão sabor suficiente.



Vinte minutos depois com o tacho tapado, indo mexendo de vez em quando para verificar se precisava de água, juntei espinafres à batata doce. Bastam 30 segundos para o prato ficar pronto.

Ficou muito bom, mas tive de terminar a refeição com uma pinguinha de leite para acalmar o fogo da pimenta cayenne!




sexta-feira, 23 de março de 2012

Avillez e o seu Belcanto

Já há um par de meses que queria ir ao Belcanto... Mas o preço impediu-me. Nada com a assinatura José Avillez é barato e, sendo verdade que não testei a sua cozinha no Tavares, não o é por algum motivo. Com a excepção da Empadaria do Chef, que não tem motivo nenhum para apresentar empadas a mais de 5 euros mesmo considerando o tamanho e a utilização de bons ingredientes.

Comecei por ir ao Cantinho do Avillez que não é estupidamente caro. É acessível para a classe média, para um almoço de vez em quando. Foi aí que provei vieiras na frigideira com cogumelos e batata-doce de Aljezur, o meu irmão comeu atum grelhado com legumes e emulsão de soja e gengibre e o meu namorado hambúrguer de Barrosã DOP com cebola caramelizada e foie gras. Tudo delicioso, cozinhado no ponto, temperado na perfeição e com ingredientes de grande qualidade. Desde então sonhamos com as batatas fritas extraordinariamente estaladiças.

Depois experimentei as empadas (parece que abriu um restaurante novo no Campo Pequeno) mas não vou perder tempo com descrições. Boas empadas que certamente dão um lucro abismal, porque não valem nem de perto nem de longe o que pedem por elas.

Tive de esperar pelas minhas férias para ir ao Belcanto, porque os menus mais em conta (entrada+prato+sobremesa=35€) só estão disponíveis aos almoços dos dias de semana. Ir jantar ou ir ao fim de semana significaria gastar 60 ou 70 euros, sem contar com as bebidas. E ir a um restaurante assim quando se tem pressa para voltar para o escritório não vale a pena.

Ter de bater à porta para entrar é ligeiramente intimidante, mas a recepção simpática e sem demasiadas formalidades anula este efeito. A decoração é sofisticada - o toque da "biblioteca" onde os livros ou imitações de livros delineiam a frase "para ser grande sê inteiro" (Ricardo Reis) é particularmente bonito.

Escolhi pão tipo "cinnamon roll" mas de azeitona e broa, que era húmida e suave. Manteiga normal, manteiga de noz em forma de noz e outra que me pareceu de trufa, mas para ser honesta não tenho a certeza - não como trufa vezes suficientes para distinguir o sabor.

Ofereceram-nos a interpretação do chef de bacalhau com grão. Um hóstia com um grão tostado, uma gelatina misteriosa, sal e açafrão. A apresentação suscita curiosidade, a prova é uma surpresa - a gelatina é uma explosão de mar. Para mim, um bocadinho salgado demais... Mas inovador.

Passamos às entradas - o meu irmão comeu cavala com pasta de topinambo (sim, eu também nunca tinha ouvido falar) e pão torrado. A diferença que faz comer peixe de qualidade bem arranjado...

Eu escolhi a sopa de castanhas com foie gras. Detesto patês e fígados em geral mas gosto muito de foie gras em pequeníssimas quantidades - por dentro nasci rica, mas esqueceram-se de transpor esta característica para o mundo físico. Suave, aveludada, deliciosa.

Pratos principais: cabrito tenro com pele tostadinha e grelos temperados com rosmaninho para o mano; bife à marrare para a mana estaladiço por fora, manteiga por dentro (sim, fui um bocadinho quadrada na escolha, eu sei - mas não me apetecia os outros pratos disponíveis no menu de 35€). Batatas fritas estaladiças: check! 


Sobremesas: bolo húmido de chocolate com frutas (manga, kiwi, ananás), sorvete de manga (stunning) e o que me soube a baba de camelo. Muito bom - mas para mim podia ter mais bolo. Para o mano: queijo tipo serra com o que podemos chamar de carpaccio de broa tostada. Incrível como conseguem cortar a broa tão fina sem que se desfaça.




Os pratos em si, todos diferentes, eram muito interessantes e conferiram personalidade a toda a refeição, da entrada ao café.

É certo que os menus mais baratos não têm pratos que surpreendam imenso, mas o efeito surpresa estará com certeza em menus tais como o Menu do Desassossego (75€), que pretendo experimentar daqui a uns tempos se a economia não me arruinar os sonhos gastronómicos.

Um restaurante com novas interpretações de pratos tradicionais, com ingredientes de grande qualidade - um mimo especial que valeu bem a pena.


domingo, 6 de novembro de 2011

O que almoçamos?

Hora de fazer o almoço. A única proteína pronta a cozinhar que tinha: escalopes de novilho. Sem vontade de comer uma coisa simplesmente simples, como escalopes grelhados com salada, pus-me a pensar no que fazer. Falei com o meu mano para ver se se fazia luz, e fez-se. Ele sugere prego gourmet. Não tenho pão, mas... Gourmet?, penso eu. Tenho visto hambúrgueres gourmet e levam todos cebola e fois gras... Fez-se luz.

Abri o congelador e a primeira coisa que vi foi couve-de-bruxelas. Certo, não é coisa de que goste muito, mas estava no supermercado e achei que devia variar um bocadinho. Cozi com sal alguns minutos e retirei, passando por água fria e depois cortando em metades.

Para o caso de a couve-de-bruxelas sair muito mal, decidi fazer batata - porque raramente se erra com batata. Cortei uma batata grande ao comprido e cozi com sal. Escorri, reguei levemente com azeite e fui à minha horta buscar tomilho. Grelhei.

Numa frigideira, salteei cebola roxa em azeite aromatizado com alho. Depois de translúcida, reguei com vinho do porto branco e deixei apurar. Adicionei um pouco de vinagre balsâmico, uma noz de manteiga e juntei finalmente as couves-de-bruxelas para caramelizar. A cebola adocicada ficou estaladiça aqui e ali, as couves-de-bruxelas perderam a amargura... Nice...

Grelhei os escalopes durante breves minutos e servi. Sempre é mais interessante do que bife grelhado com salada. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Chili vegetariano

Após sugestão de uma alma gastronomicamente mais culta, subscrevi o site Gojee onde me tenho deliciado com imagens de doces e salgados que nunca chego a fazer porque não tenho grande pachorra para planear refeições e comprar os ingredientes para um prato específico.

Recebi hoje no email mais uma sugestão deste site e fez-se luz. Podia aproveitar as batatas doces que tinha há 3 semanas na despensa. Feijões tenho sempre. Pimentos e cebola roxa... Bem, precisava de ir ao supermercado de qualquer modo.

O prato é reconfortante. Tem sabores intensos. Tem cores de encher a barriga. Aquece, delicia. Ainda por cima, é saudável.

A receita está aqui e a única coisa que fiz de diferente foi reduzir quantidades, usando uma só lata de feijão (escolhi encarnado), adicionando ainda pimento amarelo. No topo, coentros e rabanetes. Para acompanhar, pão chapata torrado.